Quebrar
e filtrar substâncias tóxicas absorvidas
do intestino ou originadas em outras áreas
do corpo; produzir metade do colesterol do organismo;
e participar da formação de substâncias
necessárias para o processo de coagulação
do sangue quando ocorre uma hemorragia. Algumas
pessoas podem se perguntar: qual o órgão
responsável por todas essas funções?
Apesar de muitos não terem conhecimento
disso, é o fígado, que, de acordo
com Dra. Eloiza Quintela, especialista no tratamento
de doenças hepáticas e transplante
de fígado dos Hospitais Dante Pazzanese
e Albert Einstein, em São Paulo, é
o maior e mais complexo órgão
do corpo humano.
Conforme
a médica, o fígado sofre calado,
já que quando algo não vai bem,
os sintomas demoram muito a aparecer. Por conta
disso, muitas pessoas não dão
atenção devida e necessária.
Devido a grande complexidade do órgão,
é importante orientar a população
sobre os cuidados relativos á ele, assim
como acontece com o coração, por
exemplo.
Cirrose, hepatite e câncer de fígado
são algumas das graves patologias hepáticas.
Em relação à primeira enfermidade,
podemos dizer que seus sinais característicos
são: perda de peso, alteração
do sono, dores abdominais não localizadas,
fraqueza e cansaço. A cirrose, que não
possui tratamento específico, altera
as funções das células
do fígado e dos canais de sistemas biliares
e sangüíneos, prejudicando estrutura
e trabalho do órgão.
A
toda e qualquer inflamação do
fígado damos o nome de hepatite. Com
classificação variada ( A, B,
C, D e E), a doença é, na maior
parte das vezes, assintomática, no entanto,
pode apresentar alguns sintomas, entre eles:
febre, mal-estar, cansaço, desânimo
e dores musculares. Por ser de vários
tipos, cada um com suas peculiaridades, não
possui tratamento único.
O
vírus da hepatite C é um vírus
que se transmite essencialmente através
do sangue contaminado ou materiais perfuro-cortantes
contaminados. Depois de entrar no organismo
humano viaja no sangue até ao fígado,
local onde desencadeia um processo inflamatório
inicial a que se chama hepatite aguda e, muito
freqüentemente, esta inflamação
perpetua-se evoluindo para a forma de hepatite
crônica.
Dra.
Eloiza Quintela
Médica Gastro-hepatologista, especialista
no tratamento das doenças do fígado/Serviço
de Transplante
quintela@usp.br
(5511)3747-3018
http://www.doencasdofigado.com.br
Fonte: Toque Feminino
redacao@toquefeminino.com.br
http://www.toquefeminino.com.br
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