A
banana figura entre uma das frutas mais consumidas
no mundo, tendo o Brasil como o segundo maior
produtor. É rica em carboidratos, vitaminas
e minerais.
A banana verde na forma cozida
é apropriada ao preparo de subprodutos,
como a farinha e a biomassa (polpa e/ou casca
verde cozida), devido ao seu alto conteúdo
de amido e fibras.
As modificações que ocorrem durante
a maturação, em aparência,
textura e composição, devem-se
a ação de enzimas. Durante a maturação,
a polpa aumenta seu peso, devido à absorção
de água proveniente da casca. A banana
verde contém cerca de 20% de amido, que
com o amadurecimento pode chegar a 0,5 a 0,2%.
Quanto às vitaminas e minerais, variam
pouco com a maturação da fruta
e os minerais que mais se destacam são
potássio, fósforo, cálcio,
sódio, magnésio, ferro, manganês,
iodo, cobre, alumínio e zinco. Nas vitaminas,
o destaque é a vitamina A, C e complexo
B.
AMIDO RESISTENTE (AR): A forma
do amido que não é digerido ou
absorvido no intestino delgado de indivíduos
sadios, podendo ser fermentado no intestino
grosso. Esta fermentação pela
microbiota bacteriana produz ácidos graxos
de cadeia curta (AGCC), butirato, acetato e
propionato, que são usados pelas células
do intestino como combustível, contribuindo
para a integridade do colón.
Pode aumentar o volume e a textura das fezes,
acelerar o trânsito intestinal e facilitar
sua excreção, reduzindo o tempo
de exposição de mucosa a substâncias
tóxicas, como os ácidos biliares
secundários e proteínas fermentadas.
Além das propriedades funcionais do AR,
a velocidade da digestão do amido pela
ação da alfa-amilase pancreática
determina o índice glicémico de
um alimento. Alimentos com digestão lenta
e baixo IG tem sido associados com melhor controle
do diabetes, bem como sua prevenção
quando consumido a longo prazo.
Teste em ratos mostram claramente que o cozimento
reduz a habilidade do AR em
atender a resposta insulínica pós-prandial
em comparação com AR
cru. A banana verde apresentou menor resposta
insulínica que a madura.
O efeito do consumo crônico de AR
na redução dos níveis séricos
de colesterol e triglicerídeos tem sido
bastante favorável, sendo indicado para
tratamento de dislipidemia e na prevenção
de DCV.
O AR associado na dieta com
outros alimentos de baixo índice glicêmico
é capaz de desempenhar efeito semelhante
ao das fibras para induzir a saciedade. Outros
mecanismos associados são: aumento nas
concentrações de colecistocinina,
diminuição na absorção
de gordura da dieta, aumento do trânsito
intestinal.
Porque devemos
usar? Para alimentar as boas
bactérias intestinais, que podem reduzir
colesterol e melhorar nossas defesas imunológicas.
Pode ajudar no
emagrecimento? Sim, pois ao
oferecer bom teor de fibras prolonga a saciedade,
além do baixo índice glicêmico
retardar a liberação de insulina,
que diminui a formação de gorduras.
Quanto usar?
1 a 2 colheres de sopa ao dia, podendo
colocar junto ao feijão, sopas, ensopados
ou no preparo de receitas como pastas e bolos.
Fonte:
www.maribel.com.br
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