O
café é uma das bebidas mais
apreciadas no mundo e ao contrário do que muitos
pensam, a sua composição vai muito além da mais
conhecida cafeína. Estima-se,
que o grão de café
torrado contenha mais de 2000 compostos
químicos (destaco a presença de ferro, zinco,
potássio, magnésio, aminoácidos, proteínas,
gorduras,
açúcares entre outros). Esta composição pode
variar de acordo com a espécie do café (arábica
é a mais comum e a robusta é a mais rica em
cafeína),
qualidade do grão, tipo de processamento, grau
de torra e moagem, modo de preparo (filtro,
expresso, cafeteira, fervida, etc.) e a quanto
tempo ele foi preparado.
Dentre
os benefícios, o tradicional cafezinho pode
melhorar a energia, sonolência, cansaço,
capacidade de concentração, além de estar associado
a prevenção da doença de Parkinson, Alzheimer,
cálculos renais, diabetes
tipo 2 (sendo o mais recomendado o café descafeinado),
depressão, asma (devido ao seu efeito broncodilatador)
e cirrose, principalmete cirrose alcoólica.
No
entanto, embora necessários mais estudos, autores
indicam uma relação do café com o aumento do
risco de doenças
cardiovasculares (devido ao aumento da homocisteína).
Provavelmente,
você já deve ter ouvido relatos de pessoas que
se tornaram dependentes do café. Mas isso é
real? De certa forma sim. O café apresenta um
risco de dependência relativamente baixo, quando
comparado a outras drogas, mas a sua interrupção
pode gerar sintomas de abstinência como dores
de cabeça, sonolência, depressão, ansiedade,
irritabilidade, dores musculares entre outros.
Devo
alertar, em primeiro lugar, aos compulsivos
por café que este deve ser ingerido somente
até 15 minutos após o seu preparo e
a recomendação máxima é de 5 xícaras
de café por dia.
Em
segundo lugar, o café, principalmente o cafeinado,
não é recomendado para quem tem gastrite
ou ulcera, distúrbio de ansiedade, hipertensos,
anêmicos, adultos de idade avançada que não
consomem cálcio
e Vitamina
D em quantidades adequadas, ou para quem
tem sintomas como taquicardia, tremores, insônia,
azia, náuseas e dor de cabeça.
Atenção
para quem tem o colesterol
alto, o café fervido e não filtrado é responsável
pelo aumento do colesterol. Já o café filtrado
não apresenta este aumento, pois a parte lipídica
(o cafestol e o kahweol) fica retida no
filtro. A dose máxima de cafezinho expresso
é de 3 xícaras pequenas por dia.
Fonte:
ANutricionista.Com - Daniela Mendes Tobaja -
CRN3 27602 - Nutricionista
em Piracicaba. |