Pressão
em nervos da cabeça desencadeia até
crises de enxaqueca.
Muitas
mulheres sentem uma incômoda dor de cabeça
ao usar tiaras, arcos, presilhas ou, ainda,
rabo de cavalo. Trata-se da dor de cabeça
por compressão externa, comum nas adeptas
do uso de acessórios de cabelo, e que
pode desencadear, até mesmo, uma crise
de enxaqueca em quem sofre da doença.
“A
dor por compressão externa é provocada
pela pressão de ramos cutâneos
dos nervos trigêmeo e occipital maior,
por quaisquer artefatos que apertem a cabeça,
como arcos para o cabelo e óculos de
natação”, explica o neurologista
Abouch Krymchantowski, lembrando que o problema
costuma afetar também nadadores e profissionais
que usam capacetes durante o trabalho.
O
especialista chama atenção para
o fato de se tratar de uma dor muito comum,
mas ainda pouco reconhecida pelos médicos,
que costumam confundi-la com crises de enxaqueca
tradicionais. Dr. Abouch cita como exemplo um
piloto de caça que, sempre que voava,
tinha dor de cabeça, chegando a ser tratado
como sofredor de enxaqueca e afastado dos voos,
até trocar o capacete por um ajustável,
parando de sentir as dores. Deixar de lado o
uso dos acessórios que provocam a dor,
aliás, é mesmo a principal maneira
de evitar o problema:
“A melhor maneira de evitar a dor é
parar de usar ou procurar acessórios
mais largos e melhor adaptáveis. Se isso
não for possível, é importante
pelo menos retirar a cada tempo de uso, dando,
por exemplo, um intervalo de 15 minutos a cada
45 minutos de uso. Já nas pessoas em
que o acessório inicia uma crise de enxaqueca,
é preciso tratar a crise especificamente,
com medicamentos”, explica o Dr. Abouch.
Sobre
o especialista:
Dr. Abouch Krymchantowski, neurologista
www.dordecabeca.com.br
Dr. Abouch Krymchantowski é um dos principais
especialistas em dor de cabeça do país.
Médico neurologista formado pela universidade
do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com residência
médica em Neurologia no Centro Médico
Naval do Rio de Janeiro, mestrado e doutorado
em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense
(UFF), sempre se dedicou ao estudo, pesquisa
e tratamento da cefaleia, tendo estagiado em
três centros americanos dedicados à
dor de cabeça (Connecticut, Nevada e
Nova Jersey). Autor de mais de 70 artigos e
9 livros sobre cefaleia, é diretor médico
do Centro de Avaliação e Tratamento
da Dor de Cabeça (Clinedoc), no Rio de
Janeiro, e membro da American Headache Society
e da International Headache Society, sendo o
único médico no Brasil agraciado
com o título de Fellow da American Headache
Society (FAHS).
Fonte:
Site
Guia de Mulher
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